Osteoporose, muitas vezes silenciosa.
A osteoporose é definida como a perda acelerada de massa óssea, que pode ocorrer durante o envelhecimento
Osteoporose, muitas vezes silenciosa.
Osteoporose, muitas vezes silenciosa
Quando chegamos em uma certa idade na vida, trilhamos uma trajetória de muitas experiências que trazem ensinamentos, ou seja, cursamos a famosa escola da vida. Com a velhice vem a sabedoria, mas também um organismo já cansado dos anos que viveu. Muitas doenças podem surgir e uma que pode se apresentar, nesse momento da vida, é a osteoporose. Podemos dizer que essa doença é predominante na terceira idade, mas também pode se apresentar nos mais jovens. . É uma doença metabólica sistêmica, que acomete todos os ossos. Por si só não causa sintomas e é caracterizada por uma densidade mineral óssea diminuída e alterações da microarquitetura e da resistência óssea que causam aumento da fragilidade óssea e, consequentemente, aumento do risco de fraturas.
Como ocorre a osteoporose?
Como qualquer outro tecido do nosso corpo, o osso é uma estrutura viva que precisa se manter saudável. A osteoporose pode se apresentar quando o corpo deixa de formar material ósseo novo suficiente, ou quando muito material dos ossos antigos é reabsorvido pelo corpo e em alguns casos, pode ocorrer as duas coisas. Nós temos no corpo células responsáveis pela formação óssea e outras pela reabsorção óssea. O tecido ósseo vai envelhecendo com o passar do tempo, assim como todas as outras células do nosso corpo. O tecido ósseo velho é destruído pelas células chamadas osteoclastos e criados pelas células reconstrutoras, os osteoblastos. Esse processo de destruição das células é chamado de reabsorção óssea, que fica comprometido na osteoporose, pois o corpo passa a absorver mais osso do que produzir ou então não produzir o suficiente. Se os ossos não estão se renovando como deveriam, ficam cada vez mais fracos e finos sujeitos a fraturas.
Cerca de 80% dos pacientes com osteoporose a tem associada ao envelhecimento ou menopausa. No caso do envelhecimento, é necessário entender que os ossos crescem somente até os 20 anos, e sua densidade aumenta até os 35 anos, começando a perder-se progressivamente a partir disso. Isso quer dizer que até os 35 há um equilíbrio entre processos de reabsorção e criação dos ossos, e a partir dessa idade a perda óssea aumenta gradativamente, como parte do processo natural de envelhecimento. Caso o indivíduo não tenha criado um “estoque” de densidade óssea suficiente para suprir esse aumento gradativo da reabsorção, os ossos vão ficando mais frágeis e quebradiços, podendo levar à osteoporose.
O que causa a osteoporose?
A doença é causada por fatores nutricionais, metabólicos ou patológicos, gerando ossos pouco densos e frágeis, por diminuição do tecido que os formam e das proteínas que os constituem como os sais minerais e o cálcio. É mais comum em mulheres que em homens, e mais comum após os 50 anos. Três em cada quatro pacientes são do sexo feminino e afeta principalmente mulheres que estão na fase pós-menopausa. A fragilidade dos ossos nas mulheres é causada pela ausência do hormônio feminino, o estrogênio, que os tornam porosos como uma esponja. É a maior causa de fraturas e quedas em idosos. A doença progride lentamente e raramente apresenta sintomas antes que aconteçam fraturas espontâneas ou por trauma físico. Se não forem feitos exames diagnósticos preventivos a osteoporose pode passar despercebida, até que tenha gravidade maior.
Outros fatores que podem contribuir para o aparecimento da osteoporose são:
- Falta de caminhadas, ou seja, os ossos das pernas em contato com o chão, submetendo-se à força da gravidade, irá evitar a saída de cálcio dos ossos;
- Falta de exposição ao sol, que ativa a produção de vitamina D3, importante para a fixação do cálcio nos ossos;
- Falta de proteínas qualitativas, que reduzem o nível dos hormônios sexuais, provocando perda de cálcio nos ossos;
- Falta das vitaminas K, B6, B12 e ácido fólico, que ajudam na fixação do cálcio nos ossos, assim como o manganês e o boro;
- Excesso de metais pesados e tóxicos como o alumínio, ferro, zinco, chumbo e bário, todos antagonistas do cálcio, que o expulsam dos ossos.
Há como prevenir a osteoporose?
Quando falamos em osteoporose, não podemos deixar de citar o grande amigo nessas horas, que pode ajudar a prevenir a doença, o cálcio. O cálcio é um mineral essencial à formação normal dos ossos. Durante a juventude, o corpo usa o mineral para produzir o esqueleto. Além disso, o osso é o nosso principal reservatório de cálcio, e é ele quem fornece esse nutriente para outras funções do corpo, como o funcionamento cardíaco. Quando o metabolismo do osso está em equilíbrio, ele retira e repõe o cálcio dos ossos sem comprometer essa estrutura. Esses nutrientes são obtidos por meio da alimentação, por isso, se a ingestão de cálcio não é suficiente, ou então o organismo não está conseguindo absorver esse cálcio ingerido, a produção de ossos e tecidos ósseos pode ser afetada, não havendo nutrientes suficientes para produzir o esqueleto e suprir toda a demanda de cálcio do resto do corpo. Dessa forma, a ingestão insuficiente ou a má absorção do cálcio pode ser uma das causas da osteoporose. Para manter os ossos saudáveis, são recomendados a ingestão de 1.200mg por dia de cálcio.
Quando suspeitar de osteoporose?
A osteoporose é uma doença silenciosa, que dificilmente apresenta qualquer tipo de sintoma e muitas vezes se expressa por fraturas com pouco ou nenhum trauma, mais frequentemente no punho, fêmur, colo de fêmur e coluna. Outros sintomas que podem surgir com o avanço da doença são:
- Dor ou sensibilidade óssea;
- Dor no pescoço devido a fraturas dos ossos da coluna vertebral;
- Dor na região lombar, devido a fraturas dos ossos da coluna vertebra;
- Postura encurvada ou cifótica;
- Diminuição de estatura com o passar do tempo.
Como o médico faz o diagnóstico de osteoporose?

O diagnóstico é clínico e radiográfico, complementado através de densitometria óssea, exame que mede a densidade óssea. A avaliação da densidade óssea é feita em dois locais distintos, a coluna lombar e o quadril. A análise dos resultados se dá através da comparação entre o paciente testado com os padrões para adulto jovem do mesmo sexo e de indivíduos da mesma idade, representados nos resultados pelo T-score e Z-score. A quantidade de desvios padrão em relação aos valores de referência determinará o diagnóstico.
Curar a osteoporose é uma tarefa difícil. No entanto, pode-se fazer da primeira fratura a última, ou então evitar qualquer lesão. Se você tem uma perda óssea importante, o tratamento pode impedir o agravamento, mas não irá eliminar a doença. Os objetivos do tratamento da osteoporose são controlar a dor, retardar ou interromper a perda óssea e prevenir fraturas. A escolha do tratamento irá depender da causa da osteoporose, se por excesso de reabsorção óssea ou por criação de massa óssea deficiente e de outras doenças associadas. O tratamento irá depender da fase e grau da doença. Basicamente é composto por medidas de mudança de hábitos como alimentação e exercícios físicos, prevenção de fraturas, parar de fumar, complementação de cálcio e vitamina D e tratamentos medicamentosos. Identificar a doença e buscar um tratamento é fundamental para melhorar a qualidade de vida.
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