canal do youtube

www.youtube.com/watch?v=pCB8UkBZo_I reabilitacaodesaude.blogspot

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Osteoporose, muitas vezes silenciosa.

Osteoporose, muitas vezes silenciosa.


A osteoporose é definida como a perda acelerada de massa óssea, que pode ocorrer durante o envelhecimento 


Osteoporose, muitas vezes silenciosa.

Osteoporose, muitas vezes silenciosa

osteoporose

Quando chegamos em uma certa idade na vida, trilhamos uma trajetória de muitas experiências que trazem ensinamentos, ou seja, cursamos a famosa escola da vida. Com a velhice vem a sabedoria, mas também um organismo já cansado dos anos que viveu. Muitas doenças podem surgir e uma que pode se apresentar, nesse momento da vida, é a osteoporose. Podemos dizer que essa doença é predominante na terceira idade, mas também pode se apresentar nos mais jovens. . É uma doença metabólica sistêmica, que acomete todos os ossos. Por si só não causa sintomas e é caracterizada por uma densidade mineral óssea diminuída e alterações da microarquitetura e da resistência óssea que causam aumento da fragilidade óssea e, consequentemente, aumento do risco de fraturas.

Como ocorre a osteoporose?

osso normal e osteoporose

Como qualquer outro tecido do nosso corpo, o osso é uma estrutura viva que precisa se manter saudável. A osteoporose pode se apresentar quando o corpo deixa de formar material ósseo novo suficiente, ou quando muito material dos ossos antigos é reabsorvido pelo corpo e em alguns casos, pode ocorrer as duas coisas. Nós temos no corpo células responsáveis pela formação óssea e outras pela reabsorção óssea. O tecido ósseo vai envelhecendo com o passar do tempo, assim como todas as outras células do nosso corpo. O tecido ósseo velho é destruído pelas células chamadas osteoclastos e criados pelas células reconstrutoras, os osteoblastos. Esse processo de destruição das células é chamado de reabsorção óssea, que fica comprometido na osteoporose, pois o corpo passa a absorver mais osso do que produzir ou então não produzir o suficiente. Se os ossos não estão se renovando como deveriam, ficam cada vez mais fracos e finos sujeitos a fraturas.
Cerca de 80% dos pacientes com osteoporose a tem associada ao envelhecimento ou menopausa. No caso do envelhecimento, é necessário entender que os ossos crescem somente até os 20 anos, e sua densidade aumenta até os 35 anos, começando a perder-se progressivamente a partir disso. Isso quer dizer que até os 35 há um equilíbrio entre processos de reabsorção e criação dos ossos, e a partir dessa idade a perda óssea aumenta gradativamente, como parte do processo natural de envelhecimento. Caso o indivíduo não tenha criado um “estoque” de densidade óssea suficiente para suprir esse aumento gradativo da reabsorção, os ossos vão ficando mais frágeis e quebradiços, podendo levar à osteoporose.

O que causa a osteoporose?

diferenca osso saudavel e osteoporose

A doença é causada por fatores nutricionais, metabólicos ou patológicos, gerando ossos pouco densos e frágeis, por diminuição do tecido que os formam e das proteínas que os constituem como os sais minerais e o cálcio. É mais comum em mulheres que em homens, e mais comum após os 50 anos. Três em cada quatro pacientes são do sexo feminino e afeta principalmente mulheres que estão na fase pós-menopausa. A fragilidade dos ossos nas mulheres é causada pela ausência do hormônio feminino, o estrogênio, que os tornam porosos como uma esponja. É a maior causa de fraturas e quedas em idosos. A doença progride lentamente e raramente apresenta sintomas antes que aconteçam fraturas espontâneas ou por trauma físico. Se não forem feitos exames diagnósticos preventivos a osteoporose pode passar despercebida, até que tenha gravidade maior.
Outros fatores que podem contribuir para o aparecimento da osteoporose são:
  • Falta de caminhadas, ou seja, os ossos das pernas em contato com o chão, submetendo-se à força da gravidade, irá evitar a saída de cálcio dos ossos;
  • Falta de exposição ao sol, que ativa a produção de vitamina D3, importante para a fixação do cálcio nos ossos;
  • Falta de proteínas qualitativas, que reduzem o nível dos hormônios sexuais, provocando perda de cálcio nos ossos;
  • Falta das vitaminas K, B6, B12 e ácido fólico, que ajudam na fixação do cálcio nos ossos, assim como o manganês e o boro;
  • Excesso de metais pesados e tóxicos como o alumínio, ferro, zinco, chumbo e bário, todos antagonistas do cálcio, que o expulsam dos ossos.

Há como prevenir a osteoporose?

acupuntura relaxante muscular

Quando falamos em osteoporose, não podemos deixar de citar o grande amigo nessas horas, que pode ajudar a prevenir a doença, o cálcio. O cálcio é um mineral essencial à formação normal dos ossos. Durante a juventude, o corpo usa o mineral para produzir o esqueleto. Além disso, o osso é o nosso principal reservatório de cálcio, e é ele quem fornece esse nutriente para outras funções do corpo, como o funcionamento cardíaco. Quando o metabolismo do osso está em equilíbrio, ele retira e repõe o cálcio dos ossos sem comprometer essa estrutura. Esses nutrientes são obtidos por meio da alimentação, por isso, se a ingestão de cálcio não é suficiente, ou então o organismo não está conseguindo absorver esse cálcio ingerido, a produção de ossos e tecidos ósseos pode ser afetada, não havendo nutrientes suficientes para produzir o esqueleto e suprir toda a demanda de cálcio do resto do corpo. Dessa forma, a ingestão insuficiente ou a má absorção do cálcio pode ser uma das causas da osteoporose. Para manter os ossos saudáveis, são recomendados a ingestão de 1.200mg por dia de cálcio.

Quando suspeitar de osteoporose?

osteoporose como saber

A osteoporose é uma doença silenciosa, que dificilmente apresenta qualquer tipo de sintoma e muitas vezes se expressa por fraturas com pouco ou nenhum trauma, mais frequentemente no punho, fêmur, colo de fêmur e coluna. Outros sintomas que podem surgir com o avanço da doença são:
  • Dor ou sensibilidade óssea;
  • Dor no pescoço devido a fraturas dos ossos da coluna vertebral;
  • Dor na região lombar, devido a fraturas dos ossos da coluna vertebra;
  • Postura encurvada ou cifótica;
  • Diminuição de estatura com o passar do tempo.

Como o médico faz o diagnóstico de osteoporose?


diagnostico de osteoporose
O diagnóstico é clínico e radiográfico, complementado através de densitometria óssea, exame que mede a densidade óssea. A avaliação da densidade óssea é feita em dois locais distintos, a coluna lombar e o quadril. A análise dos resultados se dá através da comparação entre o paciente testado com os padrões para adulto jovem do mesmo sexo e de indivíduos da mesma idade, representados nos resultados pelo T-score e Z-score. A quantidade de desvios padrão em relação aos valores de referência determinará o diagnóstico.
Curar a osteoporose é uma tarefa difícil. No entanto, pode-se fazer da primeira fratura a última, ou então evitar qualquer lesão. Se você tem uma perda óssea importante, o tratamento pode impedir o agravamento, mas não irá eliminar a doença. Os objetivos do tratamento da osteoporose são controlar a dor, retardar ou interromper a perda óssea e prevenir fraturas. A escolha do tratamento irá depender da causa da osteoporose, se por excesso de reabsorção óssea ou por criação de massa óssea deficiente e de outras doenças associadas. O tratamento irá depender da fase e grau da doença. Basicamente é composto por medidas de mudança de hábitos como alimentação e exercícios físicos, prevenção de fraturas, parar de fumar, complementação de cálcio e vitamina D e tratamentos medicamentosos. Identificar a doença e buscar um tratamento é fundamental para melhorar a qualidade de vida.
WWWSEUBEMMAISPRECIOSOASUASAUDE.BLOGSPOT.COM.BR

WWW.REABILITACAODESAUDE.BLOGSPOT.COM.BR

sábado, 16 de julho de 2016

Diabetes na Infância


10 coisas que você precisa saber

10 Coisas que Você Precisa Saber sobre Diabetes na Infância

Quando o assunto é crianças e adolescentes com diabetes, a educação e a precaução são sinônimos de um futuro saudável e seguro.  Os cuidados são necessários para manter a doença controlada e evitar complicações futuras. Confira abaixo 10 coisas que você precisa saber sobre Diabetes da infância.
1-   Nos dias atuais, o diabetes é uma doença bastante comum. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, pelo menos 170 milhões de pessoas sofrem da doença atualmente. Em 2025, este número deverá atingir 300 milhões de pessoas. No Brasil, cerca de 10 milhões de pessoas têm diabetes e metade delas desconhece sua condição.
2-    Para descobrir se seu filho tem diabetes é importante saber como identificar os sintomas. Alguns deles são caracterizados pelo excesso de sede e de urina, e pela perda de peso. Por exemplo, algumas crianças voltam a urinar na cama ou acordam com frequência para beber água no decorrer da madrugada. Ao perceber estas ocorrências, é fundamental consultar um endocrinologista pediatra de imediato.
3-   O tratamento para o diabetes pode ser ou não efetuado através da aplicação de insulinas, sendo primordial uma avaliação com um endocrinologia pediátrico.
4-   A dedicação e o carinho por parte da família é fundamental para crianças com diabetes, principalmente por parte dos pais. São eles que devem sempre ficar atentos em manter uma frequência nas consultas médicas para saber se a criança está com uma velocidade adequada do aumento de peso e altura e também para ajustes na terapia insulínica, que varia de acordo com as fases do desenvolvimento.
5-   A automonitorização da glicemia, a educação em diabetes, a prática de atividade física e o controle nutricional são necessidades comuns e importantes em qualquer faixa etária de pacientes com DM1, tanto nas crianças quanto nos adultos, e precisa fazer parte da rotina de tratamento.
6-   É importante a ajuda dos pais na inclusão da automonitorização no dia a dia do paciente, realizada de forma natural e sempre envolvendo seu filho nas decisões tomadas.  Aos poucos, a criança irá perceber a importância desse controle para sua própria saúde.
7-   Nem sempre a criança entende ou aceita bem a doença. Por conta disso, o acompanhamento de um psicólogo deve ser feito, se necessário.
8-   Realizar a integração dos pacientes com outras crianças que também possuem diabetes, através de encontros, associações e acampamentos é um ótimo meio de, além de ajudar seu filho a lidar com a questão, ensiná-lo e educá-lo mais sobre o assunto.
9-   É fundamental que os pais evitem a superproteção e a discriminação no processo de aceitação.
10- Após a infância e adolescência, os cuidados devem continuar os mesmos, mas o paciente deve ser encaminhado para um ambulatório de transição, onde o endocrinologista pediátrico e o endocrinologista adulto atendam simultaneamente a criança. Geralmente entre 15 e 19 anos acontece essa mudança, mas isso varia de acordo com o caso.

wwwseubemmaispreciosoasuasaude.blogspot.com.br
www.reabilitacaodesaude.blogspot.com.br
facebook nelson santos santos

ENTENDA SOBRE TIPOS DE DIABETES

Você conhece o famoso pâncreas?
O pâncreas é um órgão localizado atrás do estômago que produz alguns hormônios importantes para nosso sistema digestivo. Em condições rotineiras, quando o nível de glicose no sangue sobe, células especiais, chamadas células beta, produzem insulina. Assim, de acordo com as necessidades do organismo no momento, é possível determinar se essa glicose vai ser utilizada como combustível para as atividades do corpo ou será armazenada como reserva, em forma de gordura.
Isso faz com que o nível de glicose (ou taxa de glicemia) no sangue volte ao normal.
O que é Diabetes Tipo 1?
Em algumas pessoas, o sistema imunológico ataca equivocadamente as células beta. Logo, pouca ou nenhuma insulina é liberada para o corpo. Como resultado, a glicose fica no sangue, em vez de ser usada como energia. Esse é o processo que caracteriza o Tipo 1 de diabetes, que concentra entre 5 e 10% do total de pessoas com a doença.
O Tipo 1 aparece geralmente na infância ou adolescência, mas pode ser diagnosticado em adultos também. Essa variedade é sempre tratada com insulina, medicamentos, planejamento alimentar e atividades físicas, para ajudar a controlar o nível de glicose no sangue.


O que é Diabetes Tipo 2?

O Tipo 2 aparece quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz; ou não produz insulina suficiente para controla a taxa de glicemia.
Cerca de 90% das pessoas com diabetes têm o Tipo 2. Ele se manifesta mais frequentemente em adultos, mas crianças também podem apresentar. Dependendo da gravidade, ele pode ser controlado com atividade física e planejamento alimentar. Em outros casos, exige o uso de insulina e/ou outros medicamentos para controlar a glicose.


Há outros tipos?
Entre o Tipo 1 e o Tipo 2, foi identificado ainda o Diabetes Latente Autoimune do Adulto (LADA). Algumas pessoas que são diagnosticadas com o Tipo 2 desenvolvem um processo autoimune e acabam perdendo células beta do pâncreas. E há também o diabetes gestacional, uma condição temporária que acontece durante a gravidez. Ela afeta entre 2 e 4% de todas as gestantes e implica risco aumentado do desenvolvimento posterior de diabetes para a mãe e o bebê. Saiba mais no link Diabetes Gestacional

Diabetes Gestacional
O que é?
Durante a gravidez, para permitir o desenvolvimento do bebê, a mulher passa por mudan-ças em seu equilíbrio hormonal. A placenta, por exemplo, é uma fonte importante de hor-mônios que reduzem a ação da insulina, responsável pela captação e utilização da glico-se pelo corpo. O pâncreas, consequentemente, aumenta a produção de insulina para compensar este quadro. 

Em algumas mulheres, entretanto, este processo não ocorre e elas desenvolvem um quadro de diabetes gestacional, caracterizado pelo aumento do nível de glicose no sangue. Quando o bebê é exposto a grandes quantidades de glicose ainda no ambiente intrauterino, há maior risco de crescimento excessivo (macrossomia fetal) e, consequentemente, partos traumáticos, hipoglicemia neonatal e até de obesidade e diabetes na vida adulta.

Como eu percebo que estou com diabetes gestacional?
O diabetes gestacional pode ocorrer em qualquer mulher e nem sempre os sintomas são identificáveis. Por isso, recomenda-se que todas as gestantes pesquisem, a partir da 24ª semana de gravidez (início do 6º mês), como está a glicose em jejum e, mais importante ainda, a glicemia após estímulo da ingestão de glicose, o chamado teste oral de tolerância a glicose.
Quais são os fatores de risco?
  • Idade materna mais avançada;
  • Ganho de peso excessivo durante a gestação;
  • Sobrepeso ou obesidade;
  • Síndrome dos ovários policísticos;
  • História prévia de bebês grandes (mais de 4 kg) ou de diabetes gestacional;
  • História familiar de diabetes em parentes de 1º grau (pais e irmãos);
  • História de diabetes gestacional na mãe da gestante;
  • Hipertensão arterial na gestação;
  • Gestação múltipla (gravidez de gêmeos).
É possível controlar?
Sim. O controle do diabetes gestacional é feito, na maioria das vezes, com a orientação nutricional adequada. Para cada período da gravidez, uma quantidade certa de nutrientes. A prática de atividade física é outra medida de grande eficácia para redução dos níveis glicêmicos. A atividade deve ser feita somente depois de avaliada se existe alguma contraindicação, como por exemplo, risco de trabalho de parto prematuro.
Aquelas gestantes que não chegam a um controle adequado com dieta e atividade física têm indicação de associar uso de insulinoterapia. O uso da insulina é seguro durante a gestação. É importante destacar que a maioria das gestações complicadas pelo diabetes, quando tratadas de maneira adequada, terão excelente desfecho e os bebês nascerão saudáveis.
Cuidados
O histórico de diabetes gestacional é um importante fator de risco para desenvolvimento de Diabetes Tipo 2. Aproximadamente seis semanas após o parto, a mãe deve realizar um novo teste oral de tolerância a glicose, sem estar em uso de medicamentos antidiabéticos.
Uma ótima notícia é que o aleitamento materno pode reduzir o risco de desenvolvimento de diabetes após o parto. A alimentação balanceada e a prática regular de atividades físicas completam essa ‘fórmula infalível’.
Colaboração
Dra. Lenita Zajdenverg, professora Adjunta da Universidade Federal do Rio de Janeiro, coordenadora do Serviço de Diabetes e Gravidez da Maternidade Escola da UFRJ

Pré-Diabetes
Já imaginou se o corpo humano contasse com um sistema de alarme que dispara quando o risco de desenvolver uma doença aumenta? Não seria uma chance de mudar seu futuro?
A maioria das pessoas não sabe o que é pré-diabetes. Uma pesquisa feita pela SBD em parceria com o laboratório farmacêutico Abbott apontou que apenas 30% dos pacientes tinham informações sobre essa condição.
O termo pré-diabetes é usado quando os níveis de glicose no sangue estão mais altos do que o normal, mas não o suficiente para um diagnóstico de Diabetes Tipo 2. Obesos, hipertensos e pessoas com alterações nos lipídios estão no grupo de alto risco.
É importante destacar que 50% dos pacientes nesse estágio 'pré' vão desenvolver a doença. O pré-diabetes é especialmente importante por ser a única etapa que ainda pode ser revertida ou mesmo que permite retardar a evolução para o diabetes e suas complicações.
Por que existe essa preocupação? Muitos pacientes, ao serem comunicados de que têm pré-diabetes, não enxergam ali uma oportunidade. Deixam para 'cuidar' quando o proble-ma se agravar. Só que o pré-diabetes pode prejudicar nervos e artérias, favorecendo diversos outros males, a exemplo de infarto e derrames (veja em Complicações)
A mudança de hábito alimentar e a prática de exercícios são os principais fatores de sucesso para o controle. No entanto, para 60% dos pacientes, a dieta é o passo mais difícil a ser incorporado na rotina. Ao todo, 95% têm dificuldades com o controle de peso, dieta saudável e exercícios regulares. Lembre-se: ninguém morre de diabetes, e sim do mau controle da doença.
De acordo com a International Diabetes Federation, entidade ligada à ONU, existem no mundo mais de 380 milhões de pessoas com diabetes. Na maioria dos casos, a doença está associada a condições como obesidade e sedentarismo, ou seja, pode ser evitada. É possível reduzir a taxa de glicose no sangue com medidas simples. Perder de 5 a 10% do peso por meio de alimentação saudável e exercícios faz uma grande diferença na qualidade de vida. Mexa-se!

Fatores de risco:
Assim como Diabetes Tipo 2, o pré-diabetes pode chegar à sua vida sem que você perceba. Ter consciência dos riscos e buscar o diagnóstico é importante, especialmente se o pré-diabetes for parte do que nós chamamos de 'síndrome metabólica':
  • Pressão alta;
  • Alto nível de LDL ('mau' colesterol) e triglicérides; e/ou baixo nível de HDL ('bom' colesterol)
  • Sobrepeso, principalmente se a gordura se concentrar em torno da cinturaResultado de imagem para DIABETES GIFS
wwwseubemmaispreciosoasuasaude.blogspot.com.br
www.reabilitacaodesaude.blogspot.com.br


terça-feira, 12 de julho de 2016

PROMOVER SAÚDE ( É UMA PRIORIDADE )

Saúde do homem: prevenção é fundamental para uma vida saudável

Cada vez mais pesquisas comprovam que a saúde, mais do que genética, é consequência das escolhas e hábitos de vida. Hábitos saudáveis e acompanhamento de saúde preventivo são o caminho para o envelhecimento com qualidade de vida. Porém os homens costumam dar menos atenção à saúde e realizam menos consultas médicas. 
Um levantamento do Centro de Referência em Saúde do Homem de São Paulo mostra que 70% das pessoas do sexo masculino que procuram um consultório médico tiveram a influência da mulher ou de filhos. O estudo também revela que mais da metade desses pacientes adiaram a ida ao médico e já chegaram com doenças em estágio avançado.

Os homens brasileiros vivem, em média, 7,2 anos a menos que as mulheres. Entre as causas de morte prematura estão à violência e acidentes de trânsito, além de doenças cardiovasculares e infartos. Por isso o Ministério da Saúde implementou, em 2009, a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem. Um dos principais objetivos é promover ações de saúde que contribuam para a compreensão da realidade singular masculina e propiciar um melhor acolhimento no Sistema Único de Saúde (SUS).
Angelita Herrmann, coordenadora de Saúde do Homem do Ministério da Saúde, ressalta a importância de conscientizar o sexo masculino da importância de se cuidar. “É preciso chamar atenção dos homens para o auto cuidado. Homem não é super herói, eles precisam quebrar o mito de serem fortes o tempo todo. Essa cultura do não se olhar é que faz com que os homens morram antes das mulheres”, disse.
A adoção de hábitos saudáveis, a prática de atividade física regular, a alimentação balanceada e o uso moderado de bebidas alcoólicas são cruciais para diminuir estes agravos evitáveis. A identificação precoce de doenças aumenta as chances de um tratamento eficaz. Por isso, alguns exames devem fazer parte da rotina dos homens. “É preciso prestar atenção no corpo e ficar atento aos sinais que ele envia. O cuidado deve ser diário. Mudanças de hábitos alimentares, com menos alimentos gordurosos e ultra processados são fundamentais. Evitar estes comportamentos de risco é a chave para uma vida mais longa e saudável”, disse a coordenadora.
Aferir a pressão com frequência e acompanhar as taxas de colesterol são importantes para evitar doenças crônicas como a diabetes e a hipertensão. Outros testes importantes a serem realizados dizem respeito às doenças sexualmente transmissíveis como o teste de HIV, hepatite B (HBsAg) e do vírus da hepatite C (anti-HCV).
Os homens com mais de 50 anos e com sintomas de problemas na próstata, como dificuldade para urinar, jato urinário fraco ou sensação de esvaziamento incompleto da bexiga, devem ir ao médico para investigar o problema. É possível que outras doenças, como uma infecção urinária esteja causando os sintomas. No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total de cânceres.
Para aqueles com história familiar de câncer de próstata (pai ou irmão) antes dos 60 anos e assintomáticos, a recomendação também é consultar um médico, pois somente ele pode orientar quanto aos riscos e benefícios da realização dos exames. As evidências disponíveis demonstraram que a realização periódica do toque retal e dosagem de PSA em homens assintomáticos teve como resultado uma redução mínima da mortalidade por câncer de próstata, mas com um aumento importante dos danos  na população rastreada, o que leva a recomendação de que não se organizem programas de rastreamento para este tipo de câncer. Todos os procedimentos devem ser solicitados pelo profissional de saúde, respeitando os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Outros cuidados, como autoexame de testículos e pênis, são importantes.
Vale lembrar que o câncer de próstata é considerado de terceira idade, já que ¾ dos casos acontecem a partir dos 65 anos e o risco pode ser maior em quem tem histórico familiar da doença. Ainda não existem exames adequados para o rastreamento do câncer de próstata e a melhor alternativa hoje é manter uma alimentação saudável, não fumar, ser fisicamente ativo e visitar regularmente seu médico.
Alguns sintomas podem mostrar alterações do sistema reprodutor, principalmente na próstata. São eles:
• Dificuldade para urinar
• Necessidade de urinar mais vezes (principalmente à noite)
• Urgência para urinar
• Dificuldade para iniciar ou parar o fluxo urinário
• Jato urinário fraco, reduzido ou interrompido
• Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga
Fonte: Gabriela Rocha/ Blog da Saúde .

www.reabilitacaodesaude.blogspot.com.br
wwwseubemmaispreciosoasuasade.blogspot.com.br

segunda-feira, 11 de julho de 2016

SAÚDE DO SEUS OLHOS

Para o poeta, os olhos são as janelas da alma, mas para o Manual de Orientação do projeto Olhar Brasil, do Ministério da Saúde (MS) e do Ministério da Educação (MEC), “visão é a capacidade que o indivíduo tem de perceber o universo que o cerca”. Além disso, “oitenta por cento da relação do ser humano com o mundo se dá por meio do sentido da visão. Para que o sentido da visão seja aproveitado de maneira plena, é fundamental que toda a via sensorial visual esteja perfeita (...)”.
No entanto, a falta de cuidados com os olhos podem provocar complicações na visão. Por isso, mais do que apenas visitar o oftalmologista, alguns cuidados básicos de rotina podem fazer a diferença na hora de cuidar dos nossos olhos.

Em primeiro lugar, não espere apresentar algum sintoma para procurar um médico. Manter visitas regulares ajuda na prevenção de problemas oculares e a evita agravamentos decorrentes de doenças assintomáticas (sem sintomas). Entretanto, se você apresenta algum sintoma como: lacrimejamento, principalmente durante ou após realizar atividades que exigem esforço visual como ver televisão, ler, desenhar, entre outros; Olho Vermelho; Secreção; Crostas nos Cílios; Aperta ou arregala os olhos para enxergar melhor; Aproxima-se muito da televisão ou aproxima muito o papel para ler; Necessita afastar os objetos do rosto para ler ou ver melhor; Inclinação de cabeça; Visão embaçada; Fotofobia (sensibilidade excessiva à luz); Dores de cabeça; Visão Dupla; Desvio Ocular (Olho “Vesgo”), procure com urgência o profissional de sua confiança.
Não tem esses sintomas? Mesmo assim, é preciso cuidar dos olhos todos os dias. Conheça as dicas do oftalmologista Paulo Janot Borges Júnior:
Cuidado com o sol: Reduza a exposição dos olhos ao sol e a muita claridade e use óculos escuros. Não basta usar lentes escuras que não possuam fator de proteção para raios UV. Caso você possua um óculos, mas não saiba se ele tem proteção, algumas clínicas ou óticas especializadas, possuem equipamentos que verificam o fator de proteção presente nas lentes. A exposição em excesso aos raios ultravioletas (UV) pode atuar como agravante no desenvolvimento de doenças como catarata, e a redução da visão decorrente da morte de células da retina. Ao contrário da catarata, que tem quadro reversível, os danos na retina não tem solução.
Evite coçar a região dos olhos: Em um determinado momento, coçar os olhos pode dar uma sensação de alívio. Entretanto, em casos de alergias ou irritações, isso pode piorar ainda mais o quadro. Para evitar ou reduzir a coceira decorrente de clima seco, ou outros fatores externos, hidrate os olhos com colírios lubrificantes. Isso ajuda a manter os olhos sempre úmidos. Para quem possui conjuntivite alérgica, existem opções de colírios antialérgicos com efeitos colaterais reduzidos.
Evite o uso excessivo de colírios: Corticoides em excesso ou se automedicar pode agravar ou iniciar casos de glaucoma e catarata. Consulte sempre o oftalmologista para verificar qual solução é a mais indicada para o seu caso.
Sempre limpe a região dos olhos: Maquiagens podem causar reações alérgicas. Procure marcas de qualidade ou hipoalergênicas de sua confiança para evitar problemas na região dos olhos. Se a maquiagem não for retirada corretamente antes de dormir, os canais de drenagem presentes nos olhos podem entupir, gerando infecções ou terçol (vermelhidão na região da pálpebra que parece com uma espinha).
Use protetor ocular em situações de risco: Óculos de proteção são essenciais para evitar que acidentes aconteçam. Em situações de risco, como manuseio de solda, por exemplo, é essencial seguir a risca a recomendação de prevenção. Entretanto, mesmo em casa, o menor trabalho pode ser prejudicial aos olhos. Não deixe que um acidente aconteça para depois procurar ajuda. Prevenir é sempre a melhor opção.
Caso você precise procurar o Sistema Único de Saúde (SUS) para identificar um problema de visão, as equipes de Atenção Básica, entre as suas atribuições, fazem o rastreamento de doenças oculares, principalmente em usuários com doenças crônicas. Em casos mais graves, o paciente é encaminhado ao especialista.
Já para profissionais de saúde, o SUS oferece atendimento gratuito àqueles que queiram discutir casos clínicos, através do telessaúde, no número 0800 644 6543. A iniciativa procura aumentar a capacidade de cuidado e da resolutividade clínica das equipes de atenção básica.
Aline Czezacki, Blog da Saúde
http://wwwseubemmaispreciosoasuasaude.blogspot.com.br/
www.reabilitacaodesaude.blogspot.com.br
facebook ( nelson santos santos )



domingo, 10 de julho de 2016

Educação em saúde. Promoção da saúde. Hipertensão.

P A L A V R A S - C H A V E : Educação em saúde. Promoção da saúde. Hipertensão.

EDUCAÇÃO EM SAÚDE NO ENFRENTAMENTO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL:UMA NOVA ÓTICA PARA UM VELHO PROBLEMA .



RESUMO: O artigo apresenta os resultados de uma pesquisa bibliográfica, tendo por objetivo levantar a produção científica multiprofissional e da enfermagem sobre a prática de educação em saúde nos serviços de saúde, referentes ao enfrentamento da hipertensão. Os artigos foram selecionados quanto ao caráter do processo pedagógico, a partir do enfoque da visão de saúde-doença, das possibilidades de participação dos usuários e das dinâmicas utilizadas; identificando-se características emancipatórias ou normativas. Foram analisados 46 artigos publicados entre 1981 e 2005 que contemplavam os aspectos avaliados. Conclui-se que as experiências educativas com usuários portadores de hipertensão são incipientes e poucos artigos se reportam à perspectiva de formação da “consciência crítica” sobre saúde.

INTRODUÇÃO A Hipertensão Arterial (HA) é, sabidamente, uma doença de alta prevalência nacional e mundial. Os valores limítrofes para adultos (acima de 18 anos) hipertensos são definidos pela Pressão Arterial Sistólica (PAS) entre 130 e 139 mmhg e Pressão Arterial Diastólica (PAD) entre 85 e 89 mmhg.1 Em 1998, no Brasil, ocorreram 1.150.000 internações por doenças cardiovasculares, com custo global de 475 milhões de reais, correspondendo, a aproximadamente 400 milhões de dólares.2 Sua evolução clínica é lenta, possui uma multiplicidade de fatores e, quando não tratada adequadamente, traz graves complicações, temporárias ou permanentes. Representa elevado custo financeiro à sociedade, principalmente por sua ocorrência associada a agravos como doença cerebrovascular, doença arterial coronária, insuficiência cardíaca e renal crônicas, doença vascular de extremidades. Sua característica crônica e silenciosa dificulta a percepção dos sujeitos portadores do problema. Torna-se assim “perversa” por sua invisibilidade, e acaba por comprometer a qualidade de vida. Traz, ainda, como conseqüências, internações e procedimentos técnicos de alta complexidade, levando ao absenteísmo no trabalho, óbitos e aposentadorias precoces, comprometendo a qualidade de vida dos grupos sociais mais vulneráveis. As dificuldades em se gerar conhecimentos que explicassem o surgimento de problemas de saúde coletivos como doenças cardiovasculares e o câncer contribuíram para fortalecer, na década de 60, os questionamentos quanto ao modelo biomédico. Passou-se a valorizar a importância do conhecimento das ciências sociais enquanto referencial teórico-metodológico para análise e reflexão das práticas de saúde.3 A natureza social da doença não se verifica no caso clínico, mas no modo característico de adoecer e morrer nos grupos humanos. A compreensão de que o processo saúde-doença é socialmente determinado, implica em reconhecer quais são as formas de produzir e consumir de uma sociedade que determinam o processo saúde-doença. A sociedade, ao consumir, estabelece determinadas formas de viver que, por outro lado, são determinadas pelas formas de trabalhar e, por sua vez, também apresentam um determinado potencial de fortalecimento e um determinado potencial de desgaste à saúde.